Clareamento dental: mito ou verdade?

25 de fevereiro, 2026

O desejo por um sorriso mais branco é comum, mas o clareamento dental ainda é cercado por muitos mitos, o que gera medo e insegurança em diversos pacientes. Por esse receio, não é raro que se busquem alternativas rápidas e caseiras, como bicarbonato, tiras clareadoras vendidas na internet ou pastas “milagrosas”. Na prática, essas soluções costumam ser mais agressivas e imprevisíveis do que o clareamento realizado de forma consciente, personalizada e acompanhada pelo cirurgião-dentista.

O clareamento dental atua internamente na estrutura do dente, promovendo a quebra das moléculas de pigmento presentes no esmalte e na dentina. Manchas externas são removidas com limpeza e polimento; já o clareamento age onde a escova não alcança. Esses pigmentos se acumulam ao longo do tempo, principalmente por hábitos como consumo de café, chás escuros, vinho, refrigerantes e tabagismo.

Os agentes utilizados são o peróxido de hidrogênio ou o peróxido de carbamida, em diferentes concentrações. O clareamento em consultório utiliza concentrações mais altas e proporciona resultados mais rápidos. Já o clareamento feito em casa, mas orientado pelo dentista, com moldeiras personalizadas, costuma causar menos sensibilidade e oferece resultados mais duradouros, desde que o paciente siga corretamente as orientações.

Clareamento dental desgasta os dentes?
Mito. O clareador não desgasta nem desmineraliza o esmalte. A sensibilidade, quando ocorre, é temporária e está relacionada à movimentação microscópica de fluidos dentro do dente.

É proibido tomar café durante o tratamento?
Mito. O consumo de café está liberado.

Vinho deve ser evitado durante o clareamento?
Verdade. Não pela cor, mas pela acidez, que pode aumentar a sensibilidade.

A resina clareia junto com o dente?
Não. A resina não clareia, por isso o clareamento deve anteceder restaurações estéticas.

Quando bem indicado, individualizado e respeitando os limites biológicos, o clareamento dental é seguro, eficaz e capaz de transformar a autoestima e a relação do paciente com o próprio sorriso.